PÂNTANO
Movediço, talvez seja este o pântano
Em que se perderá minha certeza.
Sempre espero encontrá-lo no caminho
Porque, certo que sou, erro demais.
Já me desviei tantas, tantas vezes,
Que mesmo protegendo o que, convicto,
Considero imutável, desmorono
No limbo em meu temor proverbial.
Umbrais de desencanto se avolumam
No mapa desconexo desta vida
- Mas insisto em plantar rotas de fuga.
Concretudes e calendários morrem
No passo em falso rumo a outro abismo,
Porque, certo que sei, já nem sei mais...
(Agosto de 2026)