DO IMPONDERÁVEL
Imponderável, tão imponderável,
Seria esta muralha meu limite?
Ou limite é, de fato, uma abstração
Para a mente que salta rumo ao sonho?
Ou limite se impõe a quem não sabe
Da infinidade abrupta além da borda,
Da Terra prometida, mas sem mapa,
Do universo expandindo eternidades?
Ou limite é valor tão relativo
Que, depois de transpô-lo, não mais vemos
Nem intuímos sua forma extinta?
Ou limite, linguagem de pavores,
É o que segue a nutrir esse vazio
Que sobrevém a cada pesadelo?